domingo, 4 de abril de 2010

Eclipse lunar dia 16 de agosto de 2008



(Foto Jailton César)

Está magnífica fotografia foi realizada pelo nosso amigo Jailton César durante o eclipse lunar que teve duração de aproximadamente 2h, no dia 16 de Agosto de 2008.
Um eclipse lunar é um fenômeno celeste que ocorre quando a Lua penetra, totalmente ou parcialmente, no cone de sombra projetado pela Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. A Lua não desaparece completamente na sombra da Terra, mesmo durante um eclipse total, podendo então, assumir uma coloração avermelhada ou alaranjada assim como mostra a foto. Isto é conseqüência da refração e da dispersão da luz do Sol na atmosfera da Terra que desvia apenas certos comprimentos de onda para dentro da região da umbra. (Fonte: Wikipedia). A câmera utilizada foi a Canon Powershot S5IS com o zoom em 10x.



sábado, 6 de março de 2010

Marte em Fevereiro 2010


(A: foto do APOD; B: foto de Jailton; C: foto do APOD modificada no Photoshop CS3)


A 1ª foto da esquerda (A) foi realizada em 1 de fevereiro de 2010 às 23h03 (horário de Brasília) por um telescópio com um espelho de 1m em Pic du Midi, um observatório que fica no topo duma montanha na fronteira entre França e Espanha . Esta foi publicada no site Astronomy Picture of the Day (APOD) no dia 5 de fevereiro de 2010.
A foto do meio (B) foi tirada por nosso amigo Jailton César. Ele tomou um grande susto quando percebeu que a foto do APOD tinha sido tirada exatamente um dia antes da dele (B) e que mostrava a mesma região de marte. Foi uma coincidência interessante. Para uma melhor comparação ele aplicou (com Photoshop CS3) sobre a foto do APOD aberrações que simulavam a capacidades do seu telescópio resultando na foto da direita (C) se tornando praticamente igual à foto B.
Equipamento: Webcam Philips SPC900; Telescópio Newt. 180mm f/6; Duas barlows de 2x.
Procedimento: Cerca de 120 dos 1200 frames originados da filmagem com a SPC900 foram empilhados no Registax 5. Por fim, o tratamento foi feito pelo Photoshop CS3.
Até a próxima!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Saturno



(Foto: Guilherme Martins)


Ae pessoal! Desculpa a demora. Estava muito ocupado organizando minha viagem para a chapada diamantina! Vou tentar fazer uma foto lá (rs). O céu de lá é excelente! Bem hoje vou botar minha 1a foto de saturno que é uma das minhas preferidas!
Saturno é um planeta gasoso, principalmente composto de hidrogênio (97%), com uma pequena proporção de hélio e outros elementos. Seu interior consiste de um pequeno núcleo rochoso e gelo, cercado por uma espessa camada de hidrogênio metálico e uma camada externa de gases. A atmosfera externa tem uma aparência suave, embora a velocidade do vento em Saturno possa chegar a 1.800 km/h, significativamente tão rápido como os de Júpiter, mas não tão rápidos como os de Netuno (Fonte: Wikipedia).

Dados técnicos da foto:
Equipamento utilizado:
Telescópio Refletor Newt. 180mm f6 (ATM)
Motagem equatorial EQ3 motorizada.
Câmera Canon A460.
O método foi AFOCAL! A câmera estava num adaptador. Empilhei uns 700 frames no Registax e dei um acabamento no Photoshop CS3.
Até a próxima!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aproximação de Marte 2010


(Foto: Guilherme Martins)

E ai pessoal?! Em janeiro várias pessoas estão fotografando marte devido a aproximação neste mês de janeiro. A próxima será daqui a dois anos. Segue aqui a minha 1a foto do planeta vermelho. Na noite de 29 de janeiro de 2010 Marte estará em oposição ao Sol. Nessa ocasião, Marte brilhará no alto do céu por volta da meia-noite, nascendo à Leste, logo após o pôr-do-sol e seu diâmetro aparente será de 14 segundos de arco. Por favor não confundam com o boato que todo ano tem no mês de agosto que marte estará do tamanho aparente da lua (isto é ridículo). Segue as informações técnicas da imagem.

Equipamento: Telesc. Newt 180mm, f7 ATM (Ótica Sebastião S.), montagem dobsoniana (manual sem ajuste fino), Câmera Canon A460.

Método: Peguei uma lente de 10mm e acoplei à lente da câmera com durex. Botei 4x de zoom na câmera e a partir daí a dificuldade era focalizar e mirar (mont. dob. é osso). Passei 30min e só obtive 60 fotos das quais aproveitei 20. Empilhei no Registax 5 e dei um acabamento no Photoshop CS3.
É isso ai, o foco não ficou perfeito na próxima vou tentar ser mais preciso.
Valeu galera.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Grande Nuvem de Magalhães


(Foto: Tarcísio Barreto)


Olá amigos(as),

Antes de tudo gostaria de desejar aos leitores Um ótimo início de ano e espero que o blog
cresça este ano juntamente com vocês :).
Bom, sobre a foto temos que ela foi feita no dia 9/12/09 com um céu bastante limpo, O
objeto visto como uma nuvem difusa é a grande nuvem de Magalhães(GNM), para a minha primeira foto da GNM, vi que foi muito boa, mas poderia ser melhor pois fiz poucas fotos, para a foto foi utilizada uma câmera Canon Powershot A610 montada sobre um telescópio de montagem equatorial com acompanhamento automático, foram tiradas cerca de 11 fotos do objeto com um tempo máximo de Exposição de 64s mas somente 7 fotos foram utilizadas no processo de tratamento pois as outras o programa Iris não conseguiu processar, o ISO utilizado foi o 400. Logo depois foi feito mais alguns retoques no Photoshop CS3, lembro também que tive a orientação de Jailton durante todo o processo!!!

Sobre a Grande Nuvem de magalhães:
A Grande Nuvem de Magalhães, ou em inglês, Large Magallanic Cloud(LMC), Juntamente com a Pequena Nuvem de Magalhães fazem parte do grupo local que contém cerca de 37 objetos conhecidos, ambas as nuvens são galáxias irregulares e satélites da Via láctea, ela está a cerca de 160 mil anos-luz de nós, A GNM tem um diâmetro de cerca de vinte vezes menor e a quantidade de estrelas cerca de dez vezes menor qua o da via láctea.

Para maiores informações visitem:
http://imagensdouniverso.blogspot.com/2009/07/grande-nuvem-de-magalhaes.html

É isto pessoal! Fico por aqui, até a próxima e um grande abraço!


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um breve história da astrofotografia. M42


(Foto: Jailton César)


Saudações a todos os nossos colegas astrônomos e aos simpatizantes desta que é, em minha modesta opinião, a ciência que eleva o espírito humano um degrau acima. Isso porque nos mostra nossa insignificância diante da imensidão do universo, mas também nos revela nossa importância como seres, que em sendo parte do universo, é autoconsciente e o compreende, ainda que parcialmente, ou seja, somo a consciência do próprio universo.
Por não termos achado outra forma de consciência em todo universo, isso nos traz a responsabilidades de entendermos e conservar nosso planeta, que até então é o único lugar onde podemos existir, assim como compreendermos o universo e conhecer o que nele existe, para que possamos compreender efetivamente nós mesmos, já que o que rege o universo também nos rege e assim como somos parte dele, ele é parte de nós.
O meu primeiro contato com essa ciência foi quando eu tinha 6 anos, por intermédio de meu irmão do meio e do senhor Carl Sagan. Desse momento em diante nunca mais me desliguei. Tudo que era revista livros programas de televisão que falasse no assunto era do meu interesse.
Por volta de meus 12 ou 13 anos olhei pela primeira vez com um binóculo para a lua e vi as crateras, realmente incrível, era possível ver as crateras da lua com um simples binóculo!!!! Era formidável. Eu percebi pela primeira vez que a observação de astros estava ao meu alcance. Pedi este binóculo a meu amigo Helder e de cima do telhado de minha casa pude ver pela primeira vez objetos como M7, M6, M20 e M8. Mesmo sem ter a mínima idéia do que era, só de ver pequenas manchas quase no limite do que eu podia ver, sabia que era algo diferente de tudo o que já havia visto, e era maravilhoso. Cheguei também a ver o aglomerado globular de Omega do Centauro. Sabia que era algo muito especial e distante, pois sua aparência difusa me chamou muito a atenção. Na verdade a primeira vez que eu vi pensei que fosse um cometa.
No final de 1989 adquiri minha primeira luneta, uma Tasco de 50 mm de diâmetro e 600mm de distancia focal semi nova. Não sabia nada de telescópio ou lunetas, mas me parecia muito boa, e era mesmo. Antigamente os telescópios eram mais bem construídos. Com exceção de seu tripé de 30 cm de altura e folgado era uma luneta muito boa. Foi nessa época que eu realmente me envolvi com a astronomia pratica. Conheci alguns membros de uma associação de astrônomos amadores, o CEA, Clube Estudantil de Astronomia, lá consegui valiosas dicas. Depois adquiri livros e estudei os mapas celestes que consegui, descobri o que eram aquelas manchinhas que vi pela primeira vez no binóculo, observei saturno e depois júpiter com minha lunetinha, fiz milhares de outras observações e registros mais todos com desenho e textos que eram incompreensíveis para a maioria das outras pessoas que conhecia. O que eu queria realmente era fotografar aquilo que via pelas lentes de minha lunetinha.
Um belo dia meu irmão mais velho chegou com uma ZENIT, uma câmera fotográfica de filme, e logo tentei fazer minhas primeiras fotos. Como não havia internet era muito difícil consegui informações sobre como fotografar. O que eu tinha eram informações espaças de que havia pessoa que fotografavam os céus, mas não havia nenhum detalhe de como fazer isso.
Em um dia inspirado, eu pensei: Se eu vejo com meus olhos pela lente de minha lunetinha, e a lente da câmera é como um olho, talvez eu consiga fotografar a lua com a lente da câmera encostada na ocular. Apontei a lunetinha que estava em cima de uma cadeira na porta do quarto dos fundos de minha casa para lua, coloquei a lente da câmera bem encostada da ocular observando pelo visor e disparei com o tempo que o fotômetro indicava. Foi minha primeira experiência. Uma semana depois juntei o dinheiro para revelar o filme de 12 poses. Entreguei o filme ansiosamente á moça do balcão com mil recomendações, era uma revelação em uma hora, uma novidade na época e mais cara também. Uma hora mais tarde cheguei lá, entreguei o tíquete do pacote, e a moça me disse: “ainda não esta pronta”. Que frio na barriga... Ai ela disse: “vou ver se já está lá dentro”. Uns 3 minutos depois ela volta com o pacote fechado. Nervosamente abri o pacote e passei uma por uma as fotos, pra variar era a ultima... Quase chorei. Tava lá, tudo lá. As crateras, os mares, eram incríveis! Apesar de um pouco tremido aquela foto me mostrou que é possível fazer fotos astronômicas. Eu posso!!!
Foi assim que eu comecei a tirar fotos astronômicas, com essa câmera fiz inúmeras fotos, nada incríveis a vista do que fazemos hoje com as câmeras digitais, mas era incrível fotografar coisa a trilhões, quatrilhões de quilômetros e poder mostrar aquilo aos amigos.
Algum tempo depois tive que abandonar tudo, tinha pouco tempo e nenhum dinheiro sobrando para essa atividade. Após quase 6 anos eu pude retornar a meu hobby favorito, mas agora tudo tiinha mudado, era tudo digital, como se faz fotos astronômicas com câmeras digitais? Pus-me a pesquisar e descobri que o que eu fazia com filme não tinha se perdido, entretanto os recursos e as possibilidades do mundo digital eram infinitamente superiores. O que se fazia com uma simples webcam, só podia ser sonhado com filme fotográfico se você tivesse um grande observatório a sua disposição.
Desde que comecei a estudar astrofotografia digital a uns 3 anos. Acumulei uma boa experiência e apesar de saber que ainda existe muito para aprender, quero passar toda a experiência que acumulei durante todos esses anos.
Deixo vocês com a minha ultima imagem da nebulosa de Órion feita com uma Power shot Canon S5 IS. Na próxima vez falarei mais detalhadamente como uma câmera relativamente comum é capaz de fazer o impensável há alguns anos atrás.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Júpiter: comparação


(Foto: Guilherme Martins)

Finalmente a foto de um planeta! Júpiter é o maior planeta do sistema solar e é um planeta gasoso junto com Saturno, Urano e Neptuno. Júpiter é composto principalmente por hidrogênio e hélio. Estudos indicam que ele possui um núcleo composto por elementos mais pesados. A atmosfera é dividida em diversas faixas em várias latitudes. A maior e mais famosa tempestade é conhecida como "a grande mancha vermelha (the great red spot)" como podemos ver no canto inferior direito da foto.

Esta edição serve pra mostar a grande diferença nos detalhes entre apenas uma foto (frame) e 72 frames. A câmera utilizada foi a minha Canon A460 num telescópio 180 mm f/6. Eu fiz fotos separadas ao invés de vídeo já que minha câmera não oferece tantas opções de gravação. A foto não está muito boa, eu poderia ter utilizado o zoom de 4x da câmera para pegar mais detalhes. Porém esta foto foi a minha primeira de Júpiter e tem grande valor para mim. Jailton (que ainda não postou) tem fotos de Júpiter bem (beeeem) melhores e vai postar logo logo. Até a próxima!
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