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domingo, 15 de março de 2015

Messier 17 (M17)


(Foto: Jailton César)


Messier 17 ou M17 (também designado NGC 6618) é um nebulosa na constelação de Sagitário . Ela tem uma magnitude visual aparente de 7 e o seu diâmetro angular é 11 minutos de arco. M17 fica a uma distância estimada de 5.000 anos-luz. As coordenadas Equinox 2000 são RA = 20.8m 18h, Dec = -16 ° 11' que torna M17 melhor visto durante o inverno para o hemisfério sul. Como um dos objetos mais famosos do Catálogo Messier , é comumente conhecido como o Omega. Apesar de sua inclusão no catálogo Messier , esta nebulosa foi realmente descoberta por JP. de Chéseaux em 1746. A Nebulosa Omega é uma região de formação estelar. Sua brilhante nuvem de gás hidrogênio é devido à excitação da radiação ultravioleta emitida pelas estrelas jovens quentes embutidas na nebulosa. De acordo com Kharchenko et al. (2005) , a distância de M17 é 5.910 anos-luz e seu diâmetro é de 10 anos-luz. Ele contém 2.200 estrelas e sua idade estimada é de 1 milhão de anos.


Detalhes Técnicos:

Objeto: M17
Outros nomes: NGC 6618, Omega ou Nebulosa Checkmark
Tipo de Objeto: Nebulosa e aglomerado de estrelas
Data Object: Magnitude aparente = 7, tamanho angular = 11 minutos de arco
Posição Object (Equinox 2000): RA = 20.8m 18h, Dec = -16 ° 11', Constellation = Sagitário
Data / Hora: 21 de junho de 2014
Localização: Aracaju - SE
Mount: AZEQ-6
Telescópio: Luneta Skywatcher 80mm APO
Câmera: Canon EOS 550D (Rebel T2i)
Exposição: 9 x 120s, f / 5, ISO 400
Processamento: Photoshop 5, IRIS


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Nebulosa de Eta Carinae

(Foto: Glauber Aragão)



Olá pessoal, sei que andamos sumidos mas estamos de volta aqui no astrofotografia Sergipe. A foto da vez é a velha Eta Carinae, bem conhecida dos astrônomos e astrofotógrafos, muito fotografada e estudada também, principalmente pelo nosso querido Augusto Damineli. Depois de uma madrugada de céu limpo aqui no sul de Aracaju o resultado foi esta bela imagem, mostrando bem todo o gás em volta da nebulosa além dos detalhes do homúnculo. Pré processamento com a colaboração de Ivo Campos e pós processamento de Jailton César.


Dados técnicos:


Refrator 100mm f/5,5 Skywatcher
Câmera Canon 500d, foco direto
Autoguia ASI 1200
35 x 3 min 
Processamento no Íris e finalizado no adobe photoshop
Local: Mosqueiro, Aracaju



terça-feira, 17 de junho de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nebulosa de Carinae/Carinae Nebula

(Foto: Jailton César)




A Nebulosa de Eta Carinae (NGC 3372) é uma grande nebulosa brilhante, que rodeia vários aglomerados abertos de estrelas. Entre essas estrelas encontram-se Eta Carinae e HD 93129A, que são duas das mais maciças e luminosas estrelas da Via Láctea. A nebulosa encontra-se a uma distância de 6 500 e 10 000 anos-luz da Terra. Está localizada na constelação de Carina. A nebulosa contém, múltiplas estrelas de tipo O. Esta foto foi um teste de minha nova luneta apocromática de 80mm skywatcher, observa-se coma na borda da imagem, e as estrelas não ficaram pontuais. No geral a imagem final foi um bom resultado.



Dados Técnicos:

Telescópio refrator skywatcher 80mm apocromático ED
Câmera T2i, guiagem manual, montagem AZEQ6
Foco direto, 500mm
Software Íris e Photoshop
Local: Mosqueiro, Aracaju/SE


domingo, 9 de março de 2014

Nebulosa da Trífida


                                                               (Foto: Gláuber Aragão)

A Nebulosa Trífida (Messier 20, NGC 6514) é uma combinação incomum de um aglomerado aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão (a parte superior, vermelho, em imagens de telescópios amadores), uma nebulosa de reflexão (a parte inferior, azul, em telescópios amadores) e uma nebulosa escura (aparentes "lacunas" na nebulosa de emissão, que causam a aparência trifurcarda, estes são também designados como Barnard 85). Situa-se aproximadamente 5 200 anos-luz em relação à Terra e tem magnitude aparente 6,3; sendo fracamente visível a olho nu, mesmo sob excelentes condições de observação. Está localizada na constelação de Sagitário e seu nome significa "dividido em três lóbulos".
Fonte: Wikipédia

Dados técnicos:
Câmera: Canon EOS Rebel T1i (500D)
Telescópio: SVP 8’; F 4,9; distancia focal 1000mm
Método: Foco direto
Integração: 86 X 16 seg, 23 min equivalente
ISO: 400
Tratamento: DeepSkyStacker e Photoshop CS3
Local: 10° 01' 37" S   37° 33' 43" O
Data: 06 de junho de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Nebulosa Cabeça de Cavalo

(Foto: Gláuber Aragão)


Vemos aqui a primeira astrofotografia do grupo da nebulosa cabeça de cavalo, feita no mosqueiro no nosso encontro de astrofotografia, neste dia fizemos fotos de algumas regiões e aproveitamos também para testar o telescópio RC de 8'' recentemente adquirido por Gláuber. Com as condições adversas que tivemos como poluição luminosa, frequente passagem de nuvens durante a noite e baixa colimação do telescópio temos acima o resultado. Nela percebemos que apesar da máxima extração de informação que fizemos consequentemente acabamos mostrando/puxando muito ruido, nós gostamos, mas achamos o resultado razoável para a primeira foto da nebulosa cabeça de cavalo, esperamos melhorar ainda mais nas próximas fotos do mesmo objetos com um céu de melhor aproveitamento e um melhor acompanhamento.

Dados Técnicos: 

Câmera: Canon EOS Rebel T1i (500D)
Telescópio: SVP 8’; F 4,9; distancia focal 1000mm
Método: Foco direto
Integração: 42 X 45 seg, 31,5 min equivalente
ISO: 800
Tratamento: Iris e Photoshop CS3
Data: 02 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Região de Antares


(Foto: Tarcísio Barreto)

Na seguinte atualização temos uma soma de 12 fotos, inicialmente foram tiradas 24 fotos da região mas acabei esquecendo de um detalhe, com a noite fria o orvalho acumulou-se na lente e esqueci de limpar no intervalo entre as fotos, o resultado foi que apenas metade delas ficaram boas e a outra metade não pude usar na integração, para a primeira foto e um tratamento com pouca quantidade de fotos achei que o resultado foi bastante satisfatório já que deu para revelar bastante informação. Particularmente acho umas das regiões mais bonitas do céu, por sua variedade de cores, tipos de nebulosas e também presença do aglomerado globular M4 acima e a direita de Antares.

Dados Técnicos:
Câmera: Canon T1i
Integração: 12 x 120s
ISO: 1600
F/2,8
Distância Focal: 50mm
Data: 22/04
Foto processada utilizando o Iris e Photoshop

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

The evolution of M42




Hello, here is an example of what is evolution!

The first two above:
180 mm newtonian homemade telescope
Canon A460 (with CHDK). Non-focal method
EQ3 auto-guided mount
10 x 30 seg (something like that)
Stacked in Registax 5.0
Post-processing in Photoshop
Year: 2010
Light pollution: first (yes, a lot), second (not so much)
P.S. The camera was coupled to the telescope with a scotch tape =)

Then comes Jailton Cesar (the last picture)
OK. That's it. You can see details about this one in a couple of past posts.

See ya!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Orion nebula


(Foto: Jailton Cesar)

Nós da 'Astrofotografia Sergipe' temos o imenso prazer de compartilhar este registro feito pelo nosso amigo Jailton César. A imagem já fala por si só. O mais impressionante é que ela foi feita na casa dele dentro da cidade Aracaju!
Detalhes técnicos sobre a foto em breve. Só sei que a câmera foi Canon T2i.
Parabéns Jailton! Um dia eu chego lá.

Boas festas de fim de ano pra vocês.
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Our 'Astrofotografia Sergipe' crew are very happy for sharing this picture made by our friend Jailton Cesar. The image speaks for itself. The most impressive thing is that it was shot in Jailton's home inside Aracaju city.
Tecnical details about this picture soon. All I know is that the camera was the Canon T2i.
Congratulations Jailton! I hope one day I get to this level.

Happy holidays!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

M8 & M20


(Foto: Tarcísio Barreto)

Olá, segue a minha segunda foto feita com a T1i, a foto foi feita originalmente com o objetivo de registrar M8 & M20, como estou limitado apenas com a lente 18-55mm não deu para enquadrar somente a nebulosa, por conta disso uma das coisas que me chamou mais atenção foi a quantidade de objetos nessa região do céu, como o aglomerado M7(canto esquerdo), M23, M25 entre outros..

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Hi, It´s my second picture shot with my T1i, the main goal was to record M8 & M20, but as i'm limited to a 18-55mm lens i couldn't get only the nebula, Due to it what caught my attention in this picture is that we have several objects in the same sky's field besides M8 & M20 complex(center), like M7 open cluster(left corner) , M23, M25, etc...


Dados Técnicos:
Integração: 31 x 13s
ISO: 1600
Objetiva Canon EFS 18-55mm / f5,6
Distância Focal: 55mm
Tratamento: Iris e photoshop CS4
Unguided Exposure - Sem acompanhamento
Data: 27/08/11 - 21:51 Local Time


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nebulosa de Órion (M42) com T2I


(Foto: Jailton César)


Esta foto é uma das mais vistas em astrofotografia, pois trata-se da Nebulosa de órion (M42), um objeto bastante apreciado na constelação de mesmo nome. Esta nebulosa é uma região de formação estelar, e muito brilhante também, ela é talvez a nebulosa mais estudado por astrônomos e curiosos, sendo uma grande concentração também de poeira estelar. A nebulosa de órion fica localizada na constelação de mesmo nome, sendo talvez a região do céu mais conhecida pela população no geral, a região da nebulosa está situada próximo as populares três marias, nas três estrelas mais abaixo, na espada de órion.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Região Carinae

(Foto: Jailton César)


Esta foto é mais uma da série de testes da Canon T2i, de Jailton César. A imagem acima é da Região da Nebulosa de Eta Carina, este porção do céu ocupa cerca de quatro vezes o tamanho da lua aparente, pode ser visível a olho nú, e melhor ainda se você tiver um binóculo. Esta região é uma fábrica de supernovas, a própria estrela de Carinae, que no século XIX explodiu numa supernova, é um bom exemplo disso. Eta Carinae é a principal estrela desta região, quando ela inflamou-se, tonou-se mais brilhante do que toda a galáxia, hoje é uma das mais belas regiões do céu noturno, comumente vista entre e outono e inverno do hemisfério sul.

Dados técnicos:







Dados Técnicos:
Integração: 2x60s 2x120s 1x180s
Iso: 1600
f 5,6
Objetiva Canon EF 75-300mm USM III.
Distancia focal 80 milímetros 



sábado, 14 de maio de 2011

M20 e M8


(Foto: Jailton César)


Boa noite pessoal, aqui vai mais uma imagem de teste da câmera Canon T2i, feita pelo nosso Astrofotografo Jailton. Essa duas nebulosas, são bem conhecidas dos astrônomos, estão localizadas na constelação de sagitário. A menor acima é a nebulosa de Trífida, ou M20, seu nome significa dividida em três lóbulos, o objeto é uma combinação de um aglomerado aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão e uma nebulosa de reflexão, visto através de um telescópio essa nebulosa aparenta brilhante e colorida, por isso ela é uma das favoritas dos astrônomos amadores. A maior abaixo é a nebulosa da lagoa ou M8, é uma gigante nuvem interestelar, classificada como uma nebulosa de emissão e como uma região de HII (hidrogênio II). Apesar do ISO elevado o ruido ficou quase imperceptível.

Dados técnicos:

Integração: 8x120s
Iso 3200
f 7,1
Objetiva Canon EF 75-300mm USM III.
Distancia focal 300 mm



domingo, 1 de maio de 2011

O Primeiro Teste da Canon T2I


(Foto: Jailton César)

Olá pessoal,

Nesta atualização mostro um dos nossos trabalhos que realizamos no Mosqueiro, a primeira foto feita com a nova câmera T2i da Canon, a foto é uma das fotos feitas para o primeiro teste da câmera, os resultados foram bastante satisfatórios apesar que visualizamos possibilidades de melhores tomadas nas próximas seções. Aguardem outras fotos desse mesmo teste!
A nebulosa de Carina, também conhecida como a, a nebulosa de Eta Carina ou NGC 3372, localizada na constelação de mesmo nome, é uma grande e brilhante nebulosa que envolve vários aglomerados abertos de estrelas. Ela está a uma distância estimada entre 6.500 e 10.000 anos-luz da Terra
Este objeto é uma das maiores nebulosas difusas em nossos céus, cerca de quatro vezes maior que a famosa Nebulosa de Órion. Foi descoberto por Nicolas Louis de Lacaille em 1751-1752 a partir do Cabo da Boa Esperança.

Dados Técnicos:

Câmera: Canon T2i
Objetiva: Canon Ef 75-300mm Usm III
Exposição: 6 x 120s 1 x 180s
ISO: 800
Relação focal: f/7.1
Foto tirada sobre o telescópio numa montagem equatorial EQ 3 motorizada.
Tratamento: Iris e Photoshop CS3
Autor: Jailton César de Souza
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Carina_Nebula

Até a próxima!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

M1 (Nebulosa do carangueijo)


(Foto: Jailton César)

Para uma foto tirada da casa de Jailton em meio à tanta poluição luminosa, conseguir obter uma imagem da famosa Crab Nebula (nebulosa de carangueijo), M1 foi um grande feito. No centro da nebulosa há um pulsar, uma estrela de nêutrons que gira aproximadamente 30 vezes por segundo. Ela emite pulsos de radiação de raios gama até ondas de rádio e é proveniente de uma explosão de supernova.

Ela é a "fumacinha" localizada no canto superior esquerdo da foto. Essa foto é um tanto antiga. Foi tirada com a câmera Canon S5IS (agora Jailton está com uma Canon 550d, vish).

Dados técnicos: Método piggy-back (câmera em cima do telescópio) com acompanhamento automático na montagem EQ3. Cerca de 20 fotos com 1 minuto de exposição cada.

Como vocês podem notar o blog tá de cara nova e espero que tenham gostado. Outra coisa, percebo que não estou cumprindo meu dever de postar pelo menos uma foto por semana. Outono chegou e sempre tá rolando boas ondas por aqui então dá aquela preguiça né? Não vou prometer mais nada. Portanto, vou forçar os outros 3 integrantes do blog para postar. Até mais!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um breve história da astrofotografia. M42


(Foto: Jailton César)


Saudações a todos os nossos colegas astrônomos e aos simpatizantes desta que é, em minha modesta opinião, a ciência que eleva o espírito humano um degrau acima. Isso porque nos mostra nossa insignificância diante da imensidão do universo, mas também nos revela nossa importância como seres, que em sendo parte do universo, é autoconsciente e o compreende, ainda que parcialmente, ou seja, somo a consciência do próprio universo.
Por não termos achado outra forma de consciência em todo universo, isso nos traz a responsabilidades de entendermos e conservar nosso planeta, que até então é o único lugar onde podemos existir, assim como compreendermos o universo e conhecer o que nele existe, para que possamos compreender efetivamente nós mesmos, já que o que rege o universo também nos rege e assim como somos parte dele, ele é parte de nós.
O meu primeiro contato com essa ciência foi quando eu tinha 6 anos, por intermédio de meu irmão do meio e do senhor Carl Sagan. Desse momento em diante nunca mais me desliguei. Tudo que era revista livros programas de televisão que falasse no assunto era do meu interesse.
Por volta de meus 12 ou 13 anos olhei pela primeira vez com um binóculo para a lua e vi as crateras, realmente incrível, era possível ver as crateras da lua com um simples binóculo!!!! Era formidável. Eu percebi pela primeira vez que a observação de astros estava ao meu alcance. Pedi este binóculo a meu amigo Helder e de cima do telhado de minha casa pude ver pela primeira vez objetos como M7, M6, M20 e M8. Mesmo sem ter a mínima idéia do que era, só de ver pequenas manchas quase no limite do que eu podia ver, sabia que era algo diferente de tudo o que já havia visto, e era maravilhoso. Cheguei também a ver o aglomerado globular de Omega do Centauro. Sabia que era algo muito especial e distante, pois sua aparência difusa me chamou muito a atenção. Na verdade a primeira vez que eu vi pensei que fosse um cometa.
No final de 1989 adquiri minha primeira luneta, uma Tasco de 50 mm de diâmetro e 600mm de distancia focal semi nova. Não sabia nada de telescópio ou lunetas, mas me parecia muito boa, e era mesmo. Antigamente os telescópios eram mais bem construídos. Com exceção de seu tripé de 30 cm de altura e folgado era uma luneta muito boa. Foi nessa época que eu realmente me envolvi com a astronomia pratica. Conheci alguns membros de uma associação de astrônomos amadores, o CEA, Clube Estudantil de Astronomia, lá consegui valiosas dicas. Depois adquiri livros e estudei os mapas celestes que consegui, descobri o que eram aquelas manchinhas que vi pela primeira vez no binóculo, observei saturno e depois júpiter com minha lunetinha, fiz milhares de outras observações e registros mais todos com desenho e textos que eram incompreensíveis para a maioria das outras pessoas que conhecia. O que eu queria realmente era fotografar aquilo que via pelas lentes de minha lunetinha.
Um belo dia meu irmão mais velho chegou com uma ZENIT, uma câmera fotográfica de filme, e logo tentei fazer minhas primeiras fotos. Como não havia internet era muito difícil consegui informações sobre como fotografar. O que eu tinha eram informações espaças de que havia pessoa que fotografavam os céus, mas não havia nenhum detalhe de como fazer isso.
Em um dia inspirado, eu pensei: Se eu vejo com meus olhos pela lente de minha lunetinha, e a lente da câmera é como um olho, talvez eu consiga fotografar a lua com a lente da câmera encostada na ocular. Apontei a lunetinha que estava em cima de uma cadeira na porta do quarto dos fundos de minha casa para lua, coloquei a lente da câmera bem encostada da ocular observando pelo visor e disparei com o tempo que o fotômetro indicava. Foi minha primeira experiência. Uma semana depois juntei o dinheiro para revelar o filme de 12 poses. Entreguei o filme ansiosamente á moça do balcão com mil recomendações, era uma revelação em uma hora, uma novidade na época e mais cara também. Uma hora mais tarde cheguei lá, entreguei o tíquete do pacote, e a moça me disse: “ainda não esta pronta”. Que frio na barriga... Ai ela disse: “vou ver se já está lá dentro”. Uns 3 minutos depois ela volta com o pacote fechado. Nervosamente abri o pacote e passei uma por uma as fotos, pra variar era a ultima... Quase chorei. Tava lá, tudo lá. As crateras, os mares, eram incríveis! Apesar de um pouco tremido aquela foto me mostrou que é possível fazer fotos astronômicas. Eu posso!!!
Foi assim que eu comecei a tirar fotos astronômicas, com essa câmera fiz inúmeras fotos, nada incríveis a vista do que fazemos hoje com as câmeras digitais, mas era incrível fotografar coisa a trilhões, quatrilhões de quilômetros e poder mostrar aquilo aos amigos.
Algum tempo depois tive que abandonar tudo, tinha pouco tempo e nenhum dinheiro sobrando para essa atividade. Após quase 6 anos eu pude retornar a meu hobby favorito, mas agora tudo tiinha mudado, era tudo digital, como se faz fotos astronômicas com câmeras digitais? Pus-me a pesquisar e descobri que o que eu fazia com filme não tinha se perdido, entretanto os recursos e as possibilidades do mundo digital eram infinitamente superiores. O que se fazia com uma simples webcam, só podia ser sonhado com filme fotográfico se você tivesse um grande observatório a sua disposição.
Desde que comecei a estudar astrofotografia digital a uns 3 anos. Acumulei uma boa experiência e apesar de saber que ainda existe muito para aprender, quero passar toda a experiência que acumulei durante todos esses anos.
Deixo vocês com a minha ultima imagem da nebulosa de Órion feita com uma Power shot Canon S5 IS. Na próxima vez falarei mais detalhadamente como uma câmera relativamente comum é capaz de fazer o impensável há alguns anos atrás.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Nebulosa de Órion (M42)


(Foto: Guilherme Martins)

E ai?! A foto de hoje é a famosa nebulosa de Órion (M42 ou NGC 1976), Possui 25 anos-luz de diâmetro, uma densidade de 600 átomos/cm³ e temperatura de 70 K. Trata-se de uma região de formação estelar: em seu interior as estrelas estão nascendo e começando a brilhar constantemente. Há uma enorme concentração de poeira estelar e de gases nessa região, o que sugere a existência de água, pela junção de hidrogênio e oxigênio (Fonte: Wikipedia). Está localizada na constelação de Órion (breve postarei uma foto desta).


Dados técnicos da foto:
Empilhei apenas 3 fotos (1 de 64 seg e 2 de 32 seg) no Registax 5. Tratamento no Photoshop CS3. A câmera utilizada foi uma simples e humilde Canon A460. O mais legal foi tirando a foto: a lente desta câmera encaixa perfeitamente em oculares de 1,25 pol. Então eu e Jailton colocamos durex predendo a câmera a uma ocular de 32mm. Depois foi só colocar no 180 mm f/6 de Jailton com montagem equatorial EQ3 (Auto) e pronto. Gostamos muito do resultado. Se alguém for fazer isso CUIDADO, pois se a pilha acabar durante o processo e sua câmera recolher a lente pode causar um estrago legal. E mais, fique de olho para a câmera não cair (rs). É claro que não vamos usar durex sempre. Pretende-se construir um adaptador.
Até a próxima pessoal.
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