sábado, 11 de agosto de 2012

Galáxia de Andrômeda (M31) em 300mm

(by Jailton César)

A muitos anos vinha tentando fazer uma foto da galáxia de Andrômeda, e sem duvida, essa foi a melhor oportunidade, e obviamente, a melhor imagem que consegui. Eu e o Ivo utilizamos a mesma montagem onde estavam nossas câmeras, e fizemos a imagens simultaneamente. A diferença foi que utilizei uma lente de 300mm e tempo de integração de 120 segundos. Consegui apenas 6 imagens, pois os contrapesos toparam no tripé, e não foi possível obter mais imagens. Elas foram feitas em RAW,  processadas no software Íris e pós-tratada no photoshop CS3. Limitações da lente como aberração cromática e um pequeno erro de acompanhamento impediram um melhor resultado. Na próxima eu tento fazer melhor. Espero que gostem. Envie comentários.

Dados técnicos:

Canon EOS Rebel T2i (550D)
Lente: Canon zoom EF 75-300 f 4-5,6
Integração: 6x120s
ISO: 1600
Distância focal: 300mm f/7.1
Método: Piggyback
Local: Quixaba 1, Sítio do Alencar a 18 km da cidade de Salgueiro
08° 02’ 48’’S  39° 16’ 42’’O
Data: Madrugada da sexta-feira 20/07/2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Galáxia de Andrômeda (M31) em 50mm

(Foto: Ivo Matias)


Esta foto é a minha primeira de galáxia, trata-se da galáxia de andrômeda (M31) e a sua satélite pouco abaixo. A galáxia de andrômeda é a mais conhecida fora a nossa via láctea, e também é a galáxia espiral mais próxima de nós. Ela pode ser vista a olho nu nesta época do ano na direção da constelação de andrômeda, sendo uma galáxia espiral e a maior do nosso grupo local de galáxias. Para fazer esta foto foram preciso 19 imagens em RAW, processadas no software Íris e depois pós tratada no photoshop CS4. O método utilizado foi o piggyback, usando 30s de exposição, em uma noite de céu fantástico, seco, sem nuvens e incrivelmente transparente. Minha limitação foi apenas a lente de 50mm, não podendo obter uma ampliação maior e a falta de um notebook ou do software instalado no cartão de memória da máquina para fazer fotos com maior tempo de exposição.

Dados técnicos:

Canon EOS Rebel T1i (500D)
Integração: 19x30s
ISO: 1600
Distância focal: 50mm f/5.6
Método: Piggyback
Local: Quixaba 1, Sítio do Alencar a 18 km da cidade de Salgueiro
Data: Madrugada da sexta-feira 20/07/2012



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Região da via láctea



(Foto: Ivo Matias)


Novamente trago ao público mais uma bela imagem bem conhecida dos observadores do céu. A via láctea vista de nossa perspectiva, a terra. Esta imagem reconhecida entre os astrofotógrafos, é algo de muito belo na astrofotografia, isso porque além de ser um fantástica imagem da nossa vizinhança cósmica, reflete uma área rica em objetos celestes, podendo ser visto aglomerados globulares, abertos e nebulosas dos mais diversos tipos. Nesta região apresenta-se de forma difusa devido a densidade de estrelas do céu, constelações bem conhecidas como sagitário, escorpião, cruzeiro do sul, centauro entre outros. Esta imagem foi feita em um sítio afastado da cidade de Salgueiro/PE, com baixíssima poluição luminosa e de uma transparência incrível o céu, além é claro de um região seca e sem nuvens, contrastando assim as estrelas com um céu negro e limpo. O método da foto foi o piggyback, onde a câmera é colocada sobre um telescópio e este faz o acompanhamento da imagem evitando assim o rastro típico das estrelas nas longas exposições. Como esqueci de inserir o software de controle dos parâmetros da câmera no cartão de memória, fiquei limitado ao tempo de exposição máximo de 30s, por isso não pude obter um resultado mais favorável.




Dados técnicos

Local: Sítio do Alencar, Salgueiro-PE
Câmera: Canon EOS T1i (500D)
Software: Íris e Adobe Photoshop CS3
Telescópio newtoniano 180mm - Método Piggyback
Integração: 50x30s 25min equivalente
Distância focal: 24mm
ISO: 1600
f/4.5

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Região de Antares


(Foto: Tarcísio Barreto)

Na seguinte atualização temos uma soma de 12 fotos, inicialmente foram tiradas 24 fotos da região mas acabei esquecendo de um detalhe, com a noite fria o orvalho acumulou-se na lente e esqueci de limpar no intervalo entre as fotos, o resultado foi que apenas metade delas ficaram boas e a outra metade não pude usar na integração, para a primeira foto e um tratamento com pouca quantidade de fotos achei que o resultado foi bastante satisfatório já que deu para revelar bastante informação. Particularmente acho umas das regiões mais bonitas do céu, por sua variedade de cores, tipos de nebulosas e também presença do aglomerado globular M4 acima e a direita de Antares.

Dados Técnicos:
Câmera: Canon T1i
Integração: 12 x 120s
ISO: 1600
F/2,8
Distância Focal: 50mm
Data: 22/04
Foto processada utilizando o Iris e Photoshop

Outra de saturno

(Foto: Jailton César)



Esta foto é a que eu prometi, feita no dia seguinte a foto anterior. Pode ser visto o anel C interno em azul, e mais detalhes na atmosfera do planeta.


Dados técnicos:

Telescópio Celestron CPC 800
Câmera: Canon T2i
Processamento: 900 frames tratados no Registax e Photoshop


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Saturno: Teste Celestron CPC 800


(Foto: Jailton César)


Esta foto foi feita durante o teste de colimação do telescópio Celestron CPC 800,  um teste rápido com a câmera T2i, e esse foi o resultado.

Dados técnicos:

Telescópio: Celestron CPC 800
Câmera: Canon EOS T2i
900 frames tratados no Registax e photoshop

domingo, 20 de maio de 2012

Centro da Via Láctea




(Foto: Jailton César)


Esta é mais uma das fotos feitas a partir do sítio em Itaporanga. Nessa noite, vimos a olho nu toda majestade do centro de nossa galáxia se elevando no horizonte e se revelando gradualmente até termos uma visão magnífica dessa região. É algo espetacular. E acreditem, a foto não faz juízo a ver com os próprios olhos.
No quadrante inferior esquerdo encontra-se o bojo, uma região esférica de estrelas que circunda o centro de nossa galáxia. A região escura no centro são nuvens de matéria constituídas de poeira e gases que estão entre nós e o centro. Essas nuvens obscurecem as estrelas por traz e geram essas regiões escuras na foto. Essas mesmas nuvens impedem que as estrelas que realmente estão no centro de nossa galáxia sejam vistas da terra, assim como um buraco negro supergigante que também lá se encontra.
Essa região visível durante o inverno é extremamente rica de objetos que em sua maioria podem ser observados utilizando apenas um binóculo. Fora as enormes nebulosas escuras é possível ver, nebulosas, aglomerados abertos, aglomerados globulares, grandes e belas estrelas de várias cores e até mesmo galáxias um pouco acima e abaixo do plano da via láctea. Deixo a cargo de nossos amigos tentarem localizar na foto alguns desses objetos.
Quanto à parte técnica, essa foto em particular deu muito trabalho para livrar-me da granulação que dava um aspecto desagradável. Utilizei-me da muitas camadas no Photoshop. Costumo não utilizar métodos que corrompa a informação contida na foto, utilizo-me apenas  de ajustes que revelem ou obscureçam as informações para que o resultado final seja apenas aquilo está no céu.
Nesta foto as manchas castanhas no canto inferior direito são nuvens que passaram no momento em que tirava as fotos e que permaneceram na foto por ser informação contida na imagem. Também consegui revelar as cores castanhas nas nebulosas escuras dessa região e a cor alaranjada da nebulosa que rodeia Antares, assim como algumas nebulosas azuis que circundam a cabeça do escorpião.
Espero que tenham gostado e até a próxima postagem.



Dados Técnicos:

CâmeraCanon EOS T2I
Integração: 11 x 180s
ISO: 800
F/4,5
Distância focal: 18mm
Data: 22/04

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